quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Bully: Adiantou ser proibido?

Bully, um jogo criado pela RockStar Games, mostra o comportamento violento de Jimmy Hopkins, de 15 anos, que foi matriculado contra a sua vontade em um internato norte-americano. Como na escola várias pessoas têm um comportamento violento com outros estudantes, Jimmy se adapta a essa nova realidade e responde de forma mais violenta ainda aos estudantes valentões.
Passou a ser proibida a importação e distribuição do jogo no Brasil desde 04 de abril de 2008 por decisão do Ministério Público do Rio Grande do Sul, com a justificativa de que o jogo tenha efeito nocivo para quem o joga. Segundo o comunicado do Ministério Público, o jogo foi proibido por retratar “fundamentalmente, situações ditadas pela violência, provocação, corrupção, humilhação e professores inescrupulosos, nocivo é formação de crianças e adolescentes e ao publico em geral”.
São várias as coisas que o jogador pode comandar Jimmy a fazer, como chamar colegas para brigas, puxar a cueca, entre outras humilhações. Além disso, no jogo Jimmy também pode ganhar dinheiro de colegas que são perseguidos por valentões, dando proteção a eles, e ganha habilidades ao freqüentar certas disciplinas, como de educação física e química.
Porém, hoje, 2011, é possível encontrar crianças, adolescentes e adultos no Brasil inteiro ainda jogando o jogo. Isso porque o Ministério Público não levou em conta que a maioria dos jogos vendidos no Brasil são adquiridos por meios ilegais. O jogo inicialmente era compatível apenas com o PlayStation 2, mas com o sucesso, logo passou a rodar em outros vídeosgames, como o Xbox e o Wii.
Com a proibição, uns demonstraram-se contra e outros a favor. Vejamos alguns depoimentos tirados de redes sociais, dados por pessoas que conhecem o jogo:
O game "Bully" foi proibido de ser vendido no Brasil. Você concorda com a decisão? (Yahoo respostas)
“Não concordo. O Bully mesmo sendo um jogo agressivo e não uma boa influencia para os seus consumidores não deveria ser proibido,pois quem deveriam proibir as programações ou outras coisas que os seus filhos curtem ou usam seriam os seus responsaveis e não a justiça.”
“Concordo, apesar de estarmos em um mundo onde cada vez mais a liberdade é importante, jogos com temas violentos e sem preocupação com a mensagem que passa, são desnecessários, é interessante pensar que a cada geração as crianças estão mais superficiais, e menos atentas aos valores, despertas a vulgaridade e a violência, tema extremamente influente e vazio no desenvolvimento da cidadania.”
"Não concordo, PORÉM deveriam haver vários limites para a sua venda, como os esclarecimentos dos impactos psicológicos e sociais que estaria causando e o registro do comprador (assim veríamos a relação efetiva de acontecimentos nocivos reais com pessoas que compraram este produto).”
· http://www.interneuta.com/bully-proibido-no-brasil/434/
· http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u390541.shtml

Nenhum comentário:

Postar um comentário